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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Iemanjá – o que diz a bíblia?


1 – O jornal A TRIBUNA*, traz a notícia abaixo. Quem é Iemanjá? É uma figura histórica ou se trata de uma lenda?
Resposta: Ela vem do mito original africano, da lenda portuguesa da moura encantada, e das tradições indígenas da mãe d’água. É também considerada a Rainha das Bruxas e de tudo que vem do mar, assim como pode ser também comparada à deusa Ísis. Na África, Iemanjá é associada à fertilidade e fecundidade. Nas lendas antigas antecederam Iemanjá: as Sereias do Mediterrâneo, que tentaram seduzir Ulisses; as Mouras portuguesas; a Mãe D’água dos iorubanos; ao nosso primitivo Igupiara; as Iaras e o Boto. E, neste longo caminhar, a própria personalidade desta deusa.

2 – Qual o significado do nome Iemanjá?
Resposta: O nome Iemanjá: iya = mãe; Omo = filho; Eja = peixe. Dia da semana: Sábado. Cores: branco e azul (cristal translúcido). Saudação: O doiá! (odo = rio). Elemento: água. Domínio: mar, água salgada. Instrumento: abebê (espelho). Deusa da nação de Egbé, nação esta loruba onde existe o rio Yemojá (Iemanjá). No Brasil, rainha das águas e mares. Orixá muito respeitada e cultuada é tida como mãe de quase todos os Orixás. Por isso a ela também pertence a fecundidade.

3 – Qual o tipo de culto afro que homenageia Iemanjá?
Reposta: Iemanjá é uma divindade do candomblé, como também da Umbanda. Orixá das águas, com muitos correspondentes em outras religiões.

4 – Existe sincretismo entre Iemanjá e algum santo católico?
Resposta: Sua identificação na liturgia católica é “Nossa Senhora de Candeias”, “Nossa Senhora dos Navegantes”, “Nossa Senhora da Conceição”, “Nossa Senhora da Piedade” e “Virgem Maria”. Iemanjá é uma deusa abrasileirada, sendo resultado da miscigenação de elementos europeus, ameríndios e africanos. Como tal, de acordo com cada região que a cultua, recebe diversos nomes: Sereia do Mar, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Inaê, Mucunã, Janaína.

5 – Como se realizam as festividades em sua homenagem?
Resposta: A festa inicia-se às 10:00h, e a procissão tem a intenção de garantir a paz, a saúde e a fartura da pescaria o ano inteiro. Também é festejado neste dia (devido ao sincretismo), a festa de Nossa Senhora dos Navegantes (ou Candeias). Do mesmo modo que varia seu nome, variam também suas formas de culto. A sua festa na Bahia, por exemplo, é realizada no dia 2 de fevereiro, dia de Nossa Senhora das Candeias. Já no Rio de Janeiro é dia 31 de dezembro que se realiza suas festividades. As oferendas também diferem, mas a maioria delas consiste em pequenos presentes tais como: pentes, velas, sabonetes, espelhos, flores etc. “Na celebração do Solstício de Verão, seus filhos devotos vão às praias vestidos de branco e entregam ao mar barcos carregados de flores e presentes. Às vezes ela aceita as oferendas, mas algumas vezes manda-as de volta. Ela leva consigo para o fundo do mar todos os nossos problemas, aflições e nos traz sobre as ondas a esperança de um futuro melhor”.

6 – Que tipo de ajuda ela oferece aos que a cultuam na condição de deusa?
Resposta: Ela é a protetora dos pescadores, dizem seus seguidores. Além disso, acreditam que ela leva todos os seus problemas e aflições, e traz sobre as ondas a esperança de um futuro melhor.

7 – Depois do irmão nos ter dado informações sobre a deusa Iemanjá, e o culto sincrético que ela recebe ao lado de várias santas marias do culto católico, gostaria de ouvir do irmão como isso deve ser visto à luz da Bíblia. O que diz a Bíblia sobre esse tipo de culto prestado a essas entidades da religião afro e católica?
Resposta: Em primeiro lugar vejo com muita tristeza que se divulgue no Brasil um tipo de religião como se fosse folclore brasileiro. Folclore, como sabemos, é um conjunto de tradições, conhecimentos ou crenças populares expressas em contos e lendas. Isto nos faz lembrar o povo de Israel, quando saiu do Egito, e recebeu a lei por meio de Moisés. Deus lhes deu preceitos contra a feitiçaria e a idolatria, que era uma prática folclórica do povo de Canaã. Tanto contra a idolatria, como também contra a feitiçaria, havia preceitos específicos para que povo de Israel se colocasse longe de tais práticas (Dt. 5.8-9; 6.4-5; 18.9-12). O povo de Israel não obedeceu e isso foi a desgraça do povo (2Cr. 33.1-7). Vemos com tristeza o nosso povo tão envolvido nessas práticas condenadas por Deus, que chegamos a perguntar: Como Deus pode abençoar nossa nação, que vive longe dos seus desígnios? 2Co. 6.14-17 e Ap. 18.1-4 narram a ordem divina.
*A TRIBUNA, de 31 de janeiro de 2005

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Por que Moisés proibiu a mediunidade?

Quem lê a Bíblia sabe que Moisés tachou a mediunidade de abominação (isto é, nojeira). Disse ele: “Entre ti se não achará quem… consulte os mortos…, pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor…

      O Senhor, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis” (Dt. 18: 10-12,15. Grifo meu). Neste texto, Moisés não só proíbe a consulta aos mortos, mas também notifica que ao invés da prática mediúnica, os seus patrícios deviam se limitar a ouvir o profeta que estava por vir, isto é, Jesus (At.3:22-23; 7:37). Então Moisés (o instrumento que Deus usou para o estabelecimento do Antigo Testamento), além de predizer o nascimento de Jesus e,  conseguintemente, o advento do Novo Testamento, deixa subentendido que a proibição à mediunidade não era só um preceito cerimonial, fadado a expirar na cruz, como os sacrifícios de animais e outros preceitos veterotestamentários; antes tratava-se de um mandamento moral que, por isto mesmo, seria também repetido no Novo Pacto e, portanto, observado pelo povo de Deus do Novo Testamento. Mas, segundo Kardec, o porquê das proibições mosaicas à prática da mediunidade, reside no fato de que a consulta aos mortos não estava sendo efetuada com o devido respeito aos mortos; antes era objeto de charlatanismo. Ora, se fosse este o motivo, certamente Deus tão-somente “regulamentaria o assunto para evitar abusos”, como bem observaram os comentaristas da Bíblia de estudo intitulada A Bíblia Vida Nova.
O prezado leitor já sabe que este autor procura documentar todas as denúncias aqui efetuadas. E, desta vez não será diferente. Veja, pois, a transcrição abaixo.

      … “Foi esse tráfico, degenerado em abuso, explorado pelo charlatanismo, pela ignorância, pela credulidade e pela superstição que motivou a proibição de Moisés. O moderno Espiritismo, compreendendo o lado sério da questão, pelo descrédito a que lançou essa exploração, elevou a mediunidade à categoria de missão.

      A mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente”…(O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 26, números 9 e 10, página 367, 112ª edição. Federação Espírita Brasileira. Grifo meu).

Extraído do livro O ESPIRITISMO KARDECISTA E SUAS INCOERÊNCIAS – Pr. Joel Santana

“Curso da natureza” refere-se à reencarnação?

TIAGO 3.6-A expressão “curso da natureza” refere-se à reencarnação?

PROBLEMA: Tiago refere-se nessa passagem ao “curso da natureza” (R-IBB, SBTB, EC), que alguns entendem como se referindo a uma “roda viva”. Há quem considere ser essa uma referência à reencarnação, por crer que a vida anda em ciclos de nascimento, morte e renascimento (em outro corpo). Será esta uma correta interpretação dessa passagem?

SOLUÇÃO: Tiago não está falando de reencarnação. Isso é evidente por várias razões. Primeiro, o contexto está falando do poder e da persuasão existentes na “língua” humana e de todos os seus amplos efeitos. 

Segundo, o “curso da natureza” refere-se ao desenrolar da vida em geral, não que a alma das pessoas seja reciclada. Terceiro, Tiago afirmou haver perdão de pecados (cf. 5:20) e oração de petição (5:15-17), e essas duas coisas são contrárias à doutrina do carma, que está por trás da reencarnação e que afirma que o que for semeado nesta vida será colhido na próxima vida (sem exceções).

Finalmente, mesmo que houvesse alguma questão quanto a como e; se versículo deveria ser interpretado, uma passagem não muito clara sempre deve ser entendida à luz de uma que seja clara. E a Bíblia clara-n ente se opõe à reencarnação (veja Hb 9:27; Jo 9:2).


Extraído do livro MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia. Norman Geisler – Thomas Howe.